Não é de hoje que Minas Gerais tem o reconhecimento nacional e mundial de produzir um café de grande qualidade. Certamente, Lajinha, é um dos municípios mineiros dedicados à produção do grão e que colaboram com a (justa) fama.
Boa parte da economia da economia da cidade é voltada à agricultura, especialmente o cultivo do café e, obviamente, o comércio do grão.
A geografia de Lajinha explica o porquê da qualidade do grão, pois as formações rochosas permitem uma excelente drenagem. Claro, outros fatores como solo fértil também contribuem, mas o relevo também tem destaque pele beleza natural que propicia. Dois exemplos são a Pedra da Baleia, próxima ao centro da cidade e onde está localizado o Santuário Nossa Senhora da Conceição Aparecida e a Pedra Torta.
O local do atual município fora, por volta de 1882, formado pelas terras da fazenda São Domingos, de propriedade de Francisco Tomáz Aquino Leite Ribeiro, o Comendador Leite. Com o tempo e a abolição da escravatura no Brasil a fazenda foi abandonada, não restando muito mais do que uma plantação de café, mas sem qualquer trato adequado. Obviamente, terras férteis como essas não ficariam esquecidas muito tempo e, em 1910, Francisco Mateus Laranja e José Lucas de Barros obtiveram a escritura de um alqueire de terra doado pelo genro do Comendador Leite para a formação do patrimônio de Nossa Senhora de Nazaré, onde foi erguida uma capela e, com o passar dos anos, desenvolveu-se o povoado.
Seja, então, para degustar um bom café ou para se encantar com as paisagens mineiras, Lajinha ganha destaque e mostra que Minas Gerais não cansa de encantar aos que se aventuram por lá.
Fotos: Junho 2016
Texto: 14 de dezembro de 2020






