O Parque Estadual Marinho da Laje de Santos, também conhecido somente como Laje de Santos, é um dos pontos de referência no país quando se trata de mergulho, sendo considerado por muitos o melhor ponto pra prática do esporte no Estado de São Paulo e um dos melhores do Brasil.
A Laje de Santos está localizada a aproximadamente 45 km da costa e compreende uma área de proteção de 5.000 hectares. O local surgiu de fato em setembro de 1993 e é o primeiro parque marinho com objetivo de proteção daquele ambiente e que faz parte das Unidades de Conservação do Estado de São Paulo.
Imponente, a Laje ganha a todos pelo formato em semelhança com uma baleia. A formação rochosa é granítica e tem 550 metros de comprimento, 33 metros de altura e 185 metros de largura.
A viagem até a Laje dura cerca de 1h30 e a beleza da natureza já começa a se mostrar desde então. É bastante comum avistar golfinhos e belas aves marinhas durante o percurso. Chegando lá, as condições para o mergulho são variáveis, mas muitas vezes apresenta água cristalina, cerca de 23 graus Celsius de temperatura (variando em parte do ano para perto de 19 graus), visibilidade de até 30 metros, em dias bons, e uma fauna que impressiona.
Assim que cair na água, note a beleza da natureza marinha: cardumes coloridos, tartarugas, raias, garoupas e, dependendo da época, até raias manta.
Outro detalhe que chama bastante a atenção é que a Laje de Santos é composta por diferentes locais de mergulho e contemplação da vida marinha na forma mais natural possível. Ao todo, são nove os pontos de maior interesse e que são bem explorados nas operações promovidas pela região. Um dos mais interessantes é o Naufrágio da Moréia, que é o primeiro barco naugrafado de forma induzida para a prática de mergulho no Brasil, em 1992.
Vale ressaltar que esse paraíso da natureza também apresenta regras que são defendidas pelo Instituto Laje Viva, uma ONG que atua na conservação e divulgação consciente da localidade. Capturar ou coletar qualquer tipo de animal ou planta, desembarcar na Laje ou em qualquer formação rochosa, caçar ou pescar qualquer espécie aquática ou não, dentro outras regras que são importantes para a conservação e cuidado deste ponto de grande interesse para a natureza. Afinal, lá estão espécies importantes e que merecem atenção. Um grande exemplo está nas espécies de aves marinhas insulares que hoje procriam na Laje: trinta-réis de bico-vermelho, trinta-réis-de-bando, o atobá-marrom, entre outros.
A natureza é responsabilidade de todos nós!
Fotos: Junho 2007, Junho 2011 e Maio 2018
Texto: 14 de agosto de 2019







