Entre San Martín de los Andes e Villa La Angostura, um dos trechos mais conhecidos da Ruta Nacional 40 atravessa bosques, montanhas e alguns dos grandes lagos da Patagônia argentina. É a Ruta de los Siete Lagos, um caminho em que a estrada deixa de ser apenas ligação entre dois destinos e passa a fazer parte da própria experiência da viagem. O percurso atravessa áreas dos parques nacionais Lanín e Nahuel Huapi, em uma região onde a presença da natureza acompanha praticamente cada curva. Partindo de San Martín de los Andes, os sete lagos que dão nome ao caminho aparecem em sequência: Lácar, Machónico, Falkner, Villarino, Escondido, Correntoso e Espejo. Cada um possui uma paisagem própria. Alguns se abrem diante da estrada em grandes panoramas; outros surgem parcialmente escondidos pela vegetação, entre encostas e bosques que parecem conduzir naturalmente o olhar até a água. As fotografias deste álbum foram feitas em uma época de neve, o que deu ao percurso uma aparência ainda mais especial. O branco cobria parte das montanhas, acumulava-se junto às árvores e às margens da estrada e contrastava com os tons escuros dos bosques e com as diferentes cores dos lagos. Em alguns momentos, a paisagem parecia quase silenciosa, como se o frio tivesse reduzido tudo ao essencial: água, floresta, montanha e neve. Talvez seja justamente essa sucessão de cenários que torne a Ruta de los Siete Lagos tão marcante. Não existe apenas um grande ponto de chegada. A experiência acontece durante todo o caminho, nas paradas junto aos mirantes, nas mudanças de luz, nos lagos que aparecem inesperadamente entre as árvores e na Cordilheira que permanece ao fundo, algumas vezes nítida, outras escondida pelas nuvens. E, quando o passeio parecia já ter mostrado tudo o que poderia oferecer, ainda houve um último presente. Uma raposa surgiu pelo caminho, em meio à paisagem patagônica. Foi um encontro breve, mas talvez um dos momentos mais significativos de todo o percurso. Porque, além dos lagos, das montanhas e da neve, aquela presença lembrava algo importante: a natureza ainda tem força neste lugar. Ela não está apenas preservada como cenário para quem passa pela estrada. Continua viva, ocupando seu espaço e, de vez em quando, permitindo que sejamos apenas visitantes privilegiados de um mundo que permanece essencialmente seu. Fotos: Julho de 2026 Texto: 05 de setembro de 2026
Álbum Phototur
Rota dos Sete Lagos
Uma travessia pela Patagônia selvagem
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Rota dos Sete LagosNeuquén, Argentina





